quarta-feira, 6 de agosto de 2025
Às vezes, não?
Às vezes, não pensas naquilo que tinhas ontem e naquilo que queres ter amanhã? E no que tens hoje, pensas? Hoje vi a minha mãe preparar a comida dos meus "sobrinhos" e pensei: "Somos tão ricos e não aproveitamos aquilo que temos..." Também é isto que nos dizem quando estamos a recuperar e a lutar contra uma depressão ou um dia mais difícil. Primeiro, a comida dos canitos é melhor que a que eu como 😂 e segundo, podem dizer a alguém que luta com uma depressão as mais bonitas frases de amor e alento, tudo é levado pelo vento...
Acredito que existem pessoas que sabem apreciar aquilo que têm e não anseiam por aquilo que poderiam ter ou aquilo que poderiam ser, mas já são raras, mesmo muito raras. Já quase não há pessoas que vivam o presente e consigam atingir a felicidade com aquilo que são, com a correria do dia e com o estado a que este mundo chegou, onde resta a esperança num amanhã?
O que há para nós depois? O que há depois de hoje, depois de daqui a pouco, depois de agora? São estas questões, estes supores que deitam tudo a perder quando lutamos conosco, quando lutamos interiormente contra aquilo que nós próprios temos, queremos e ansiamos..
Não é fácil, nem tudo são rosas...
sexta-feira, 1 de agosto de 2025
Vida da minha vida
Num dia deste mês de Agosto, há 3 anos, nascia uma parte de mim que hoje me chama de mãe 🩵 uma parte pequenina que se torna, vindo do nada, o nosso melhor ser e convoca todas as nossas forças. É por ti, meu campeão, que luto todos os dias.
Ainda que sejas a fotocópia do teu pai, amo-te com todo o meu ser e digo-te ainda bem que és o teu pai, que tenhas a força que ele me dá todos os dias e que me tragas sempre a alegria que ele me traz.
Tens todos os dias feito descobertas novas e todos os dias me consolo de ver-te aprender coisas novas e descobrir novas etapas.
Vem aí a correr mais um desafio, espero que tenhas tanto sucesso como te desejo bem, meu bom.
Vai com tudo 🩵
A vida dos pequenos passos...
Quando escrevi a minha última mensagem tinham passado 10 anos... 10 anos de dor, 10 anos de não saber, 10 anos de não sentir, 10 anos de não ser... E escrevi porque tinha deixado de escrever, escrevi porque tinha deixado de sentir, escrevi porque tinha deixado de amar... até recomeçar a sentir, um sentimento pequenino, uma pequena centelha de sentimento que hoje, volvidos 6 anos, é o maior sentimento que já senti. Continuas a ser a minha escolha, um salto de fé que dei há 6 anos e alguns meses e hoje é a minha vida, o meu sonho real, o meu tudo... És e serás sempre o meu mundo, a minha vida, aquele por quem vivo, aquele que me deu o que de melhor tem a vida, esperança...
Love you to the moon and back ❤️
sexta-feira, 28 de junho de 2019
Simplesmente tu...
E porque a vida dá voltas, voltas inesperadas, voltas de 180°, voltas das quais não se quer voltar nunca mais... E porque tu és a minha volta, porque tu me fazes dar voltas, porque as dás comigo... Simplesmente porque és tu... A razão, o sim, o quero, o posso, o sou...
Apareceste do nada, por mero acaso, como somente mais um olá, então tudo bem? Mas quem é este agora, que é que ele quer? Bem assim, sem querer e já querendo...
Uma brisa de ar fresco, um olá inocente carregado de expectativa. Olá, tudo bem, e contigo? Quem diria??? Não??? Pensaste no resultado? Pensaste no rumo que tomamos, no que nos tornamos? Eu não! Muito sinceramente, não pensei... Não imaginei sequer um milisegundo do que estaria por vir... as conversas, a cumplicidade, a aceitação, os sins, os naos, os porquês, os sins mais uma vez, nunca são demais...
És tu, simplesmente tu...
Ser alguém? Bem mais difícil...
Há quase 10 anos, escrevia um texto de título ser ninguém é sempre uma hipótese...
Bem verdade, ser ninguém é, hoje em dia, uma hipótese cada vez mais apetecível. Desaparecer dentro daquele buraco negro que te consome, dia e noite, que te leva a imaginar que estarias melhor longe de tudo e de todos...
Foi nesse buraco negro que me enfiei... pouco tempo depois de publicar o texto, caí... Caí num buraco tão fundo, mas tão fundo que só 10 anos depois me reergo... Às vezes devagar, às vezes depressa, às vezes com calma, outras vezes sem qualquer tipo de calma, em passo de corrida!
É duro, leva tempo, mas depois de bater no fundo existem duas hipóteses possíveis: subir ou abrir um buraco sem fundo... A primeira hipótese, subir, é a que custa mais, precisamos de ferramentas complexas, principalmente a que apelidamos de amor... amor próprio, amor ao próximo, amor ao que está comigo, amor ao que não está comigo... esta é a ferramenta de subida mais complexa, mais difícil de encontrar e de utilizar mas a que dá a maior recompensa!
Abrir o fundo e passar para o buraco sem fundo? A decisão que leva ao caminho mais fácil, não para quem segue caminho mas para quem fica, quem vê o abismo aberto e sofre a perda uma e outra vez... Quase escolhi este caminho, o mais fácil e apetecível... O mais sombrio e negro que poderia alcançar...
Mas foi por mim, pelos meus que escolhi (e ainda escolho, todos os dias) subir... Pegar nas palavras de alento, nas palavras de reprovação, nas pedras que me atiram e nas vozes que se levantam e construir... Construir degraus, construir sonhos, construir esperanças e construir planos... desenhar um futuro que me inclua...
Decidi que não era a hora de desistir, decidi que era a hora de lutar! Quem está ao meu lado sabe que a hora é agora e não há deixar para daqui a pouco, talvez amanhã... A hora é esta!
As dúvidas? As perguntas? As dores? Sempre existiram, sempre existirão... A vontade de não lhes dar ouvidos, de as curar? É nova e cresce todos os dias...
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