sexta-feira, 28 de junho de 2019
Simplesmente tu...
E porque a vida dá voltas, voltas inesperadas, voltas de 180°, voltas das quais não se quer voltar nunca mais... E porque tu és a minha volta, porque tu me fazes dar voltas, porque as dás comigo... Simplesmente porque és tu... A razão, o sim, o quero, o posso, o sou...
Apareceste do nada, por mero acaso, como somente mais um olá, então tudo bem? Mas quem é este agora, que é que ele quer? Bem assim, sem querer e já querendo...
Uma brisa de ar fresco, um olá inocente carregado de expectativa. Olá, tudo bem, e contigo? Quem diria??? Não??? Pensaste no resultado? Pensaste no rumo que tomamos, no que nos tornamos? Eu não! Muito sinceramente, não pensei... Não imaginei sequer um milisegundo do que estaria por vir... as conversas, a cumplicidade, a aceitação, os sins, os naos, os porquês, os sins mais uma vez, nunca são demais...
És tu, simplesmente tu...
Ser alguém? Bem mais difícil...
Há quase 10 anos, escrevia um texto de título ser ninguém é sempre uma hipótese...
Bem verdade, ser ninguém é, hoje em dia, uma hipótese cada vez mais apetecível. Desaparecer dentro daquele buraco negro que te consome, dia e noite, que te leva a imaginar que estarias melhor longe de tudo e de todos...
Foi nesse buraco negro que me enfiei... pouco tempo depois de publicar o texto, caí... Caí num buraco tão fundo, mas tão fundo que só 10 anos depois me reergo... Às vezes devagar, às vezes depressa, às vezes com calma, outras vezes sem qualquer tipo de calma, em passo de corrida!
É duro, leva tempo, mas depois de bater no fundo existem duas hipóteses possíveis: subir ou abrir um buraco sem fundo... A primeira hipótese, subir, é a que custa mais, precisamos de ferramentas complexas, principalmente a que apelidamos de amor... amor próprio, amor ao próximo, amor ao que está comigo, amor ao que não está comigo... esta é a ferramenta de subida mais complexa, mais difícil de encontrar e de utilizar mas a que dá a maior recompensa!
Abrir o fundo e passar para o buraco sem fundo? A decisão que leva ao caminho mais fácil, não para quem segue caminho mas para quem fica, quem vê o abismo aberto e sofre a perda uma e outra vez... Quase escolhi este caminho, o mais fácil e apetecível... O mais sombrio e negro que poderia alcançar...
Mas foi por mim, pelos meus que escolhi (e ainda escolho, todos os dias) subir... Pegar nas palavras de alento, nas palavras de reprovação, nas pedras que me atiram e nas vozes que se levantam e construir... Construir degraus, construir sonhos, construir esperanças e construir planos... desenhar um futuro que me inclua...
Decidi que não era a hora de desistir, decidi que era a hora de lutar! Quem está ao meu lado sabe que a hora é agora e não há deixar para daqui a pouco, talvez amanhã... A hora é esta!
As dúvidas? As perguntas? As dores? Sempre existiram, sempre existirão... A vontade de não lhes dar ouvidos, de as curar? É nova e cresce todos os dias...
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